Sexta-feira é de nova espera no PS Infantil de Franca

Por Mariana Maritan
Especial para o G7 Kromnws
20/11/2021 | 7h

Crianças da cidade de Franca, no Interior de SP, continuam vivendo um calvário.
A Reportagem do Informe Franca, Núcleo de Notícias Regionais do Portal G7 Kromnws, voltou ao Pronto Socorro Infantil Municipal da cidade, nesta sexta-feira, 19.
Pelo 2º dia seguido, acompanhamos em detalhes os atendimentos que foram realizados por médicos e enfermeiros no local, enquanto centenas de crianças de todas as idades, maior
parte delas sem máscara, esperavam por atendimento médico.

O problema era o mesmo, já denunciado antes em outras matérias.
A demora no atendimento e a forma, como as crianças estão sendo atendidas.
De cada 10 crianças que passam pelo PS, 9 estão apresentando sintomas de doenças respiratórias.
Para a Prefeitura de Franca, algo muito comum por conta da mudança de temperatura, hora com calor, hora com frio.
O fato dessas crianças voltarem a estar entre si, depois de mais de um ano isoladas por conta da Covid-19, também é fator para fazer as doenças se proliferarem rapidamente,
especialmente viroses.
O problema, é que muitas das crianças que são diagnosticadas dessa forma genérica, não estão com esse problema.
É preciso ficar, 2h no PS e já se nota o alto índice de pessoas que estão passando pelo local, com problemas respiratórios.

Verônica leva filha, de 7 anos de idade, desde a terça-feira, 16, no PS.
A menina tem febre alta, acima dos 38°C, dificuldade para respirar, dores na garganta e fraqueza.
Mesmo com esses sintomas, a criança não foi submetida a nem um exame laboratorial que por exemplo, verificasse a possibilidade de estar com Covid-19.

Não é a única
A situação da filha preocupa a mãe, porque além de não ter passado, Verônica conta que outras duas mães da escola, com quem também tem contato, estão com crianças doentes em
casa.
Inclusive que nem foram a escola na quinta e sexta-feira, relata.
Os sintomas são parecidos, e para os médicos do PS, é apenas uma virose normal de criança, uma gripe passageira que vai melhorar, medicando com Dipirona, e fazendo repouso.

Juana, é outra francana que está no PS, esperando conseguir um atendimento para o neto, de 6 anos.
A criança estuda em uma escola da zona norte da cidade, mas desde a quarta-feira, 17, não frequenta a sala de aulas.
Com febre alta e dores no corpo, a família tentou medica-lo em casa, mas nesta sexta-feira teve que levar ao PS.
Apesar da febre em excesso, e de todos os demais sintomas, o médico não pediu nem um exame.
A avó conta, que esperou mais de 4h para serem atendidos e a médica disse que era uma gripe, que estava acometendo quase todas as crianças lá fora.
Passou remédio para febre e pediu que o menino voltasse para as aulas na segunda, quando estaria melhor.
Juana disse que a criança é alegre e agitada, mas que sabe que ele não está bem, porque só fica deitado pelos cantos.

O Informe Franca, acompanhou outros pais que passaram pelo PS ao longo da tarde de sexta-feira, com quem conversou sob condições de anonimato.
Uma mãe que não quis se identificar, chegou a dizer que pagaria um teste particular para o filho, para a Covid-19, e que outros pais deveriam fazer o mesmo se tiverem
condições.
O problema é que, muitos desses pais não dispõe dessa condição, para tentar diagnosticar suas crianças.

A pandemia da Covid-19 não acabou, e é imprescindível que as pessoas estejam atentas aos sintomas.
Especialmente nas crianças que não foram vacinadas.
A informação, é um alerta feito por uma médica infectologista, ouvida pela Reportagem.
Em Franca porém, os próprios médicos da Prefeitura, tem ignorado esse tipo de atitude.

O Portal tentou contato com hospitais particulares, para saber se seus atendimentos também cresceram nas últimas semanas.
No entanto, as instituições informaram que não podem comentar o histórico de pacientes.
Mas reconheceram aumento na demanda por atendimento infantil, nos últimos 15 dias.
Sem citar se crianças estão ou não sendo testadas, isso por si só, é reconhecimento de que algo está anormal em Franca.